(“Anais de Tomar” de Amorim Rosa)

A fábrica de papel de Matrena
“ No rol dos Bens dos Templários de 10 de Setembro de 1327 já vêem mencionados os Pisões de Matrena e um lagar que se estava a construir.
Em 10 de Fevereiro de 1580 os moinhos da Matrena eram propriedade do Morgado Máximo de Pena.
Em 1729 parece que o Morgadio passou de dos Pinas para os Alardo de Meneses e Lencastre, alcaide-mor de Leiria, sendo o administrador o professor Frei João Capuchinho do Convento de Santa Cita.
Em 1876 os moinhos estavam arrendados a António de Albuquerque do Amaral Cardoso.
Em Abril de 1880, Manuel Valente de Almeida Júnior, comprou as quintas, moinhos, caneiros e mais bens do Morgadio de Matrena.
Em 11 de Agosto de 1890, João de Vieira Casquilho efectuou a escritura de promessa de venda com Manuel Valente Júnior dos moinhos e mais anexos da Matrena, a fim de ali se estabelecer uma fábrica, inicialmente destinada á fiação, tecidos e estamparia de artigos de algodão.
Em Novembro de 1890, António Rodrigues Claro, empreiteiro da Fábrica de Matrena, oficia á Câmara que “…em breve… enviaria a planta pormenorizada das obras que estava fazendo na Fábrica Nova de Matrena, as quais somente seriam começadas em meados do próximo Verão na parte respeitante ao Açude.
Posta de parte a finalidade inicial de uma fábrica de tecidos de algodão surgiu finalmente uma fábrica de papel.

Fábrica de Vidro de Matrena
Por Alvará de 1595 de Filipe I, concedeu a Máximo de Pina, licença para fazer uma fábrica de Vidros na sua Quinta de Matrena.
Utilizava energia hidráulica do rio Nabão e como matéria silicosa da Charneca da Peralva.
A fábrica parece não ter grandes resultados mas ainda devia existir em 1706, ano em que um descendente de Máximo de Pina fez uma ponte de alvenaria sobre o rio Nabão, naturalmente para a passagem de pessoal e lenha da freguesia de S. Pedro para a dita fábrica.



Linhaceira (lugares) / Rio Nabão e Rio Zêzere
